Vejam o site dele, principalmente as obras anteriores a 2000: www.joseforjazarquitectos.com
Deixo aqui um cheirinho da exposição com algumas fotografias e um texto retirado de lá.
Um teatro para dançar tufo e n'sobwe
1993. Moçambique
Na ilha dançar é viver. Dançar muito e bem, é viver melhor. A dança é teatro, é poesia, é religião.
Dança-se na rua, dança-se na praça, que não chega nem para dançar nem para ver dançar.
Deram-me um terreno, um lugar. Magnifico, no ponto certo da "ponta da Ilha", perto de quem dança.
Na praia, que a praia é a explicação da Ilha.
Que o palco tenha por fundo o mar, que tem por fundo a terra: Moçambique, terra firme. Fica tudo por fundo de quem dança - o mar, o sol poente a lua tardia, a silhueta de Moçambique. Pode haver melhor?
Depois degraus para sentar numa concha que também apanha água para levar à cisterna que é onde o palco assenta.
Quase mais nada. Poderiam ter-se recuperado 4 paredes do século XVIII (ou XIX?) se entretanto não tivessem caído, e daí fazer a cantina e o escritório. Poderia…
Ideias, ilusões, encantos ainda afinados e discutidos com António Quadros quando, juntos, levantámos as medidas e as dimensões (outras também) daquela terreno.
Um dia se construirá.
Instituto Missionário
1999. Maputo, Moçambique



