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terça-feira, 12 de junho de 2012

WINE BAR- MATOSINHOS




Na semana passada, o Nuno ligou-me à noite para me fazer um convite: "Vou até à praia à foz, com um amigo italiano lá do workshop, não queres aparecer para ajudar destruir uma garrafinha".
A noite estava boa junto a mar, o vinho caiu que nem ginja, enquanto que o Nuno e o milanês iam falando, com brilhinho nos olhos, da aventura com o Sami Rintala.
Mais não conto o resto será certamente história...talvez o Nuno a queira contar um dia destes.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Manobras no Porto


Achei deveras interessante a iniciativa, que de um modo muito positivo explora diversos formas de intervenção que visam integrar tecidos HURMANOS (humanos e urbanos) Vale a pena espreitar...e talvez participar?? Ou propor alguma manobra!!!
Queria também felicitar o Projecto Retornáveis | Manobrar Ruínas da nossa amiga Chiara Sonzogni... 
É de valorizar....


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Passeio dos Clérigos 2

Aproveito em gesto continuidade para lembrar o projecto NO RULES GREAT SPOT do "grupo" Esta é a minha cidade decorrido no ano passado onde El Vitorino estava envolvido. O projecto como todos o sabemos propunha uma discussão de cidade mais aberta, nas políticas de intervenção e na discussão pública dos seus conteúdos. Lançaram a bomba "contra" os promotores, arquitectos responsáveis e CMP, através de um concurso de ideias para a Praça Lisboa, com o objectivo de mostrar o interesse de arquitectos e outros a desempenhar um papel mais activo. Foram 30  as propostas vencedoras. 

30 propostas inúteis mas necessárias se queremos uma outra cidade. 30 propostas in-úteis para uma cidade melhor.


Mas foi isto! Quer dizer, não foi "SÓ" isto, porque as ideias eram boas a motivação ainda melhor, fora alguns erros de casting e formatos que talvez tenham sido especulativamente mediáticos. Não que isso seja mau, porque tiveram participações de vários países. Contudo parece que tudo caiu em saco roto. Se houver alguém que me conte como foi, espero que também me conte como está a ser.     

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Manifesto O.A.

ARQUITECTURA: RECURSO ESTRATÉGICO DE PORTUGAL . 7 PROPOSTAS ATÉ 2015


Com o início da campanha eleitoral para as Eleições Legislativas 2011, a Ordem dos Arquitectos divulga publicamente o Manifesto que, no passado dia 18 de Maio, enviou a todos os Partidos, Coligações e Movimentos concorrentes.
Até ao dia 5 de Junho, serão sucessivamente destacadas as 7 Propostas e os respectivos conjuntos de iniciativas, medidas, acções e sugestões que constituem o Manifesto da OA.



publicado no Site da Ordem dos Arquitectos.
+info

terça-feira, 19 de abril de 2011

Sou "anti- x"

(Miguel anti -x nada tem a ver com o gabinete onde vais trabalhar, vais perceber- ah!Parabéns)



Arquitectos,devem ter recebido um e-mail tipo convite para a participação no concurso "NO RULES GREAT SPOT" . Todos sabemos quem são os responsáveis, alguns deles são nossos amigos e participantes neste blog, e por essa razão decidi responder ao convite. Apesar de em parte gostar da iniciativa, a minha participação perante o concurso foi feita de outra forma. Achei que deveria partilha-la para saber qual a vossa opinião.

e-mail.enviado no dia 19 Abril 2011 
Caros amigos,

Peço desculpa pela demora com que respondo a esta vossa iniciativa "No Rules Great Spot". A minha "participação" não envolve um cartaz como vocês desejariam mas antes com um texto honesto que não pretende de forma alguma ser ofensivo ou desmotivador, mas funcionar como uma resposta sincera ao que entendi ser a vossa intenção. Faço-o porque conheço alguns de vocês e respeito as vossas iniciativas.
Objectivamente  reafirmo que não participarei com nenhuma "ideia" para este concurso. E uma das razões começa logo por aí, por essa "ideia" de concursos de ideias. Não sei se vocês invocam este conceito porque já participaram em tantos concursos do género que acreditam que esta é a forma mais simples e eficaz de se discutirem problemas e abordar situações (como a do género), ou então porque alguma ingenuidade vos faz crer nesta atitude "boring"(na minha opinião) é  uma forma de participação positiva para a aquilo que entendo como posição do arquitecto contemporâneo no seu contexto, ou seja não apoio esta "ideia" de profissional das ideias, ou mister eureka. Mesmo que seja uma forma simples de lançar o isco, temos de encontrar outras formas de discutir cidade. Digo isto não porque espero mais de vocês, mas porque subscrevo o que procuram nessa  "reabilitação urbana enquanto projecto partilhado e informado, participado e discutido" e repito "participado e discutido", e é dessa forma que não consigo entender onde é que isto das "ideias" se enquadra no sentido de responsabilidade que este vosso objectivo de discutir cidade parece querer encontrar. Porque o que pergunto é: e depois? fazem uma exposição num desses sítios onde a malta gosta de aparecer tipo Plano B ou Paços Manuel com uns convidados catitas (para dar seriedade) e faz-se uma projecção das propostas enquanto bebemos uns finos a 2.50 euros? Penso que colóquios ou workshops seriam plataformas mais interessantes de abordar o diálogo. Lembro-me do colóquio (Re)PORT no qual participei e sei que aguns de voces estivream envolvidos, e parece-me que uma inicativa do género todavia mais expansiva onde se pudessem abrir espaço para desenvolvimento de projectos (a sério) seria mais aliciante. Querem outra ideia? Discutam com os professores da nossa faculdade, especialmente com os do 2º ano, a razão pela qual adoram escolher aquele terreno da Praça de Lisboa para o projecto de uma residência de estudantes, onde é interrogado um exercício de arquitectura assumidamente descomprometido desta realidade paralela que é a da reabilitação urbana. E é em seguimento deste parâmetro que anuncio o segundo motivo na minha "não participação": apesar de perceber as vossas discordâncias perante o "sistema" de intervenção que órgãos como a S.R.U. têm vindo a praticar, parece-me que a vossa postura transparece mais uma revolta política do que uma preocupação arquitectónica pública. Uma revolta contra tudo e contra todos, inclusive contra o trabalho de colegas de profissão. É claro que a mim não me incomoda pois ainda não tenho o vosso grau de mestre de arquitectura, mas parece-me que existem conceitos de ética que devem ser respeitados. Pois houve um concurso (de "ideias"?) para a Praça Lisboa, e houve um vencedor, e neste momento há um projecto aprovado para o local. Não seria mais interessante abordar outra situação que envolvesse não apenas a reabilitação urbana mas a qualidade espacial pública e que de facto pudesse vir a servir de exemplo para uma atitude mais participativa? Apesar de cheia de boas intenções penso que a vossa postura  peca por uma leviandade "à português" que nada acrescenta ao equilíbrio que deveria existir nesse protesto de participação. Talvez eu esteja enganado mas para mim essa postura realça antes um sentido de querer fazer polémica, de mal dizer "porque não gosto", numa espécie de propaganda "anti- X", sendo X a variável infinita política ou arquitectónica responsável. Entendo que é disso que falam, de responsabilidade, e é por aí que abordo a vossa iniciativa, de responsável.
Gostaria no entanto de acabar, dando-vos os meus sinceros parabéns pela iniciativa e pela projecção comunicativa que têm vindo a ter com os media, e claro a melhor das sortes para este vosso projecto.

Cumprimentos para todos, e bom trabalho.

Hugo Mendonça