Não irei fazer qualquer explicação sobre o projecto ou o seu conceito. O que retiro desta obra é mais do mesmo da conhecida filosofia dos Herzog & deMeuron: "fazer algo novo que nunca tenha sido experenciado antes". Parece-me que o projecto sobrevive de uma ideia que deseja sempre ser algo mais do que aquilo que é, uma pala contínua que desenha o pavilhão (Sanna) para mostrar o céu de Londres (Peter Zumthor) no espelho de água que desenha a lage horizontal. Algo está escondido ali debaixo! Fundações de construções passadas que não se chegam a mostrar mas que serviram de inspiração à liberdade orgânica do desenho do espaço revestido a cortiça ( alguém me disse que era portuguesa)...
Penso que é inevitável não fazer comparações entre este projecto e outros projectos passados. Afinal é a mesma "pista de corridas", são as mesmas condições e obstáculos. Nesse sentido não retiro nenhum interesse particular por este projecto. Parece-me arquitectónicamente pouco desafiante na potencialidade que aquele lugar pode oferecer e conceptualmente perdido em ideias abstractas que não são legíveis pelo observador na sua integridade, levando a que toda a intenção conceptual caia em "saco roto".





