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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Passeio dos Clérigos 2

Aproveito em gesto continuidade para lembrar o projecto NO RULES GREAT SPOT do "grupo" Esta é a minha cidade decorrido no ano passado onde El Vitorino estava envolvido. O projecto como todos o sabemos propunha uma discussão de cidade mais aberta, nas políticas de intervenção e na discussão pública dos seus conteúdos. Lançaram a bomba "contra" os promotores, arquitectos responsáveis e CMP, através de um concurso de ideias para a Praça Lisboa, com o objectivo de mostrar o interesse de arquitectos e outros a desempenhar um papel mais activo. Foram 30  as propostas vencedoras. 

30 propostas inúteis mas necessárias se queremos uma outra cidade. 30 propostas in-úteis para uma cidade melhor.


Mas foi isto! Quer dizer, não foi "SÓ" isto, porque as ideias eram boas a motivação ainda melhor, fora alguns erros de casting e formatos que talvez tenham sido especulativamente mediáticos. Não que isso seja mau, porque tiveram participações de vários países. Contudo parece que tudo caiu em saco roto. Se houver alguém que me conte como foi, espero que também me conte como está a ser.     

segunda-feira, 28 de março de 2011

My summer Love...

Foi no 2º ano do curso de arquitectura que me interessei pela obra do arquitecto Eduardo Souto Moura. Não sei bem porquê, mas nesse ano buscava insensatamente um pragmatismo qualquer no controlo do que era processo e programa de projecto – uma residência de estudantes + uma casa para um director + espaço multiusos + bares/cafetarias + parque de estacionamento; implantado à beira rio, no “bacalhau” ao lado da alfandega do Porto. A escala do sítio era um problema a ter em conta conjugado com a enorme extensão daquele terreno sem desprezar o o cenário ribeirinho que a norte se levantava. De forma mais ou menos contagiosa o Eduardo foi aparecendo. Volumes e intenções claras associavam os conteúdos, a simplicidade da estrutura que se mostra sem timidez e vai limitando os espaços, desenhando varandas em consola, abrindo grandes vãos na totalidade do que é interior…um muro de granito serve de apoio ás “caixas brancas” que se abrem descaradamente para o Douro.  Admirei o imediatismo do Eduardo. De forma inevitável, a ousadia das minhas perspectivas faziam-me acreditar que a arquitectura conseguia ser espontânea com rigor, e nisso o Eduardo mostrava como era fácil. Percebi o significado de bíblia, pois  lá estavam os pormenores que me faziam trocar os olhos e saber que aquele caixilho era de uma marca chamada vitrocsa.

Nesse mesmo ano, em forma de visita de estudo fomos ao sul de França para fazer o percurso Corbusier (La Tourette, Ronchamp, Firmini, Marseille, etc). Quando voltei, nunca mais quis ver o Eduardo.