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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Weekly Reports #5


#5
Já tinha saudades das Weekly Reports que passaram a Monthly Reports.. but anyway, esta é uma fotografia do package que recebi hoje da minha loja favorita: Amazon.
Hoje não venho com teorias, mas sim com 3 livros e um documentário.
A sinopse diz-nos que num futuro próximo a humanidade abandona totalmente o campo para se concentrar em cidades. Norman Foster mostra soluções para estes problemas, o crescimento do arquitecto como um dos, e na busca incessante de procurar uma melhor qualidade de vida através do design. Estão retratadas as origens, sonhos e influências de Foster que inspiraram o desenho de projectos emblemáticos como o Aeroporto de Pequim, o Reichstag (Berlim), Hearst Building em Nova Iorque e a (belíssima) ponte de Milllau.
A seguir segue o (belíssimo) trailer:




No pacote da encomenda comprei este "Architecture for Dummies", que apesar de ter um layout sofrível e terrorífico, faz este pequeno resumo de "arquitectura para totós" de uma forma divertida e em regime fast-food.


Apesar de muito superficial (nem pensar em encontrar arquitectura portuguesa ou coisa parecida aqui), tem questões como "What makes Architecture Good?" ou "How to Spot Good Architecture". O capítulo 2 mostra-nos "How to look at a building" com definições de estilos e vocabulário específico. Acima de tudo e apesar da minha crítica ao tema ser demasiado superficial, dá para traçar um básico da história e do método de uma maneira light. É daqueles para ter na prateleira quando vier o amigo que quer saber mais sobre arquitectura. (se bem que já tive um a perguntar-me emprestei-lhe o "Saber Ver a Arquitectura").
Ah, No capítulo "Urban Growth" fala do Ringstrasse de Viena e como foi polémico por assumir uma divisão desumana entre o centro e os subúrbios.







Just My Type é um livro sobre histórias sobre fontes tipográficas. "Examina" como a Helvetica e o Comic Sans dominou o mundo. Explica o porquê do T dos Beatles ser maior que as outras letras. And beyond all this, the book reveals what may be the very best and worst fonts in the world – and what your choice of font says about you.
Can't wait to read it.


Steve Jobs por Walter Isaacson
A biografia autorizada de Steve Jobs, baseada em mais de quarenta entrevistas com Jobs ao longo de dois anos, narra a vida atribulada do empresário de personalidade forte e polémica, cuja paixão pela perfeição e cuja energia indomável revolucionaram seis grandes indústrias: a computação pessoal, o cinema de animação, a música, telemóveis, tablets e a edição digital.
Eu como mega-fã dos produtos Apple, Steve Jobs sempre foi uma referência no capítulo e domínio da estratégia e criatividade do mercado. Não é qualquer um que revoluciona na prática em dez anos a maneira como ouvimos música, trabalhamos ou comunicamos. E para aqueles que criticam que Apple é só "design" é porque não percebem a essência e o perfeccionismo dos produtos da mente brilhante de Steve Jobs.
A biografia foi editada no início da semana e tou ansioso para ler a vida e obra de um ícone contemporâneo (e por vezes de gancho) que certamente inspirará outros.

"The people who are crazy enough to think they can change the world are the ones who do."
Apple's "Think Different" commercial, 1997


E agora de volta à Arquitectura apresento Guto Requena, arquitecto de São Paulo que assume sem receio uma postura contemporânea num num país que ainda está muito agarrado ao Oscar Niemeyer. Acredita na interactividade da cidade, no digital e como ele nos pode aproximar. This guy nailed it. Vejam o vídeo.



Guto Requena is one of Brazil’s most innovative up and coming architects. His work is based on the ever-evolving world of communication and technology, reflecting how these new advancements affect us. Drawing from his bucolic childhood in Brazil, Requena creates a world where flexibility and reclamation of materials and objects make the space both simple and comfortable.
His projects always push the envelope, redefining both physical and virtual space. With the Google offices in Sao Paulo as his next venture, it seems for Requena the sky is the limit.

Podem ler a entrevista de Guto Requena aqui.
E o site oficial

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Weekly Reports #4

Numa semana pós-aniversário dos 10 anos sobre o ataque do 9/11 ao World Trade Center encontrei e li artigos interessantes sobre os "arranha-céus" e toda a questão da arquitectura que os envolve:
You know.., em pequenino tive o incrível livro comprido "Skyscrapers de Judith Dupree", (agora existe uma versão actualizada com novos edifícios), que desde cedo me fez querer Arquitectura, e principalmente criar um fascínio sobre a cidade de Nova Iorque.
Foi triste o episódio das torres gémeas, vê-las cair em directo por todas as razões humanas, mas pergunto com alguma frieza: e para a arquitectura? Terá sido uma perda a destruição dos "caixotes" de Minoro Yamaski na baixa de Manhattan e no skyline de Nova Iorque?

Qual a sua opinião sobre o World Trade Center?



Li este artigo super interessante sobre a discussão entre o crescimento do arranha-céus na década de um suposto maior "medo" de altas construções. Mas não, nada disso. Temos o Burj Khalifa no Dubai, Incheon Tower até ao projecto da Kingdom Tower de 1 quilómetro de altura..



Aparte razões económicas (que foram o motor deste boom), e voltando a questões que nos interessam, é também nesta última década que se vê concluído o "arranha-céus" da Central de Televisão da China (CCTV) em Pequim da autoria dos OMA (Rem Koolhaas).




Eu acho o CCTV fascinante, pela maneira como manipula todas as convenções clássicas do arranha-céus, e ironicamente num gesto consegue até abrir um buraco no centro para os aviões passarem. (Tendo em conta que é um projecto de 2002).

Mas a questão ainda a ver com o Ground Zero de Nova Iorque prende-se com o que se optou por fazer: um memorial urbano, cheio de árvores, que respira no meio de tanta construção megalómana, à escala "humana". Irónico também não é? Pergunto eu.
Aqui juntam-se opiniões sobre o "novo" World Trade Center construído e pensado já a pensar em novos ataques.. Acho que já vi isto num filme: "hit me as hard as you can".


Por falar em Rem Koolhaas, a revista ICON celebra a sua centésima edição, com a capa desenhada por ele mesmo, e na qual se destacam "behind the scenes" do gabinete OMA que nos trouxe Zaha Hadis e BIG, e a casa GMG de Pedro Gadanho já referenciada aqui (+fotos).

Para descomprimir, li este artigo sobre o architect dress code, em que basicamente é vestir-se de preto da cabeça aos pés. Mas vale a pena visitar o site (Coffe With an Architect) que é bastante cómico.
Ainda numa "ressaca" da Torre Museu da Moda com as décadas representadas, dei com este vídeo sobre os 100 anos da moda e que partilho com vocês:


segunda-feira, 23 de maio de 2011

Weekly Reports #3


postei este .gif de Dylan Fisher como se fosse uma "arquitectura em gestação"

Venho aqui "lançar" o tema de metodologias de projecto.
Ontem fui à fnac e folheei o livro Architects' Sketchbook escrito por Will Jones, e que faz uma impressionante "recolha" de desenhos de arquitectos como Will Alsop, Shigeru Ban, Tony Fretton, Sean Godsell, 3Deluxe, Eva Jiricna, Norman Foster, Alessandro Mendini, Paul Raff e Terry Pawson. Óbvio que eu não conheço metade deles, mas é sempre bom conhecermos novas referências.





Explorar "ideias" ou "formas".
Eu gostei de ver o livro porque é todo baseado em imagens representativas de conceitos de projecto. E há uma diversidade tão grande, um espaço tão vasto da "representação conceptual" da arquitectura que responde às questões que tão levemente têm martelado a minha cabeça no último tempo. E a questão-provocação da Inês também foi uma razão para postar isto. Isto para dizer o quê.. basicamente que a expressão "Queres que te faça um desenho?" é a melhor explicação para como se faz a arquitectura.


Ainda no capítulo dos livros e disto das "imagens", encomendei este Beyond Architecture: Imaginative Buildings and Fictional Cities. Lembro-me de ter conhecido a obra de Philip Dujardin nas conferências "Na superfície: Imagens da Arquitectura e Espaço Público em debate" há sensivelmente um ano. A criação de arquitecturas através da manipulação de "imagens".




No livro ainda constam "artistas" como Paul Hollingworth, com a série fotográrfica "We love to Build".

Isto tudo para dizer o quê?

"Question Architecture"
montagem do excepcional Erik Johansson

Isto da vida profissional e da arquitectura, do método de ensino, do método e do ensino tem que se lhe diga no pós-faculdade, estarão de acordo?
Não há uma semana que não diga "Foda-se a arquitectura" e "Adoro arquitectura".
E para mim, a maior dificuldade terá sido no tal "método". Porque na realidade cada um vai criando o seu. A sua maneira de pensar a arquitectura. E chegarmos a um sítio onde o tal método na gestação de uma arquitectura assenta em parâmetros diferentes dos da faculdade é de dar em maluco. E se saímos de uma escola vencedora de dois Pritzkers, mas cujo ensino pode ser questionável (estarei a armar discussão?), óbvio que esta minha dicotomia sentimental é justificável.
Para re-organizar o meu pensamento e porque livros sobre "como fazer arquitectura" não existem, prefiro deliciar-me por imagens inspiradoras.
Se pudesse criar uma nuvem das palavras mais lançadas no último mês seria conceito, diagrama, complexidade e emoção.

A concepção de uma "ideia" na criação do tal conceito - "aquilo que andamos à procura".
O diagrama ou o "desenho" que explica como funciona - o Sketch.
A *complexidade* - tivemos um pequeno debate no meu escritório interessante. Se por um lado se defendia que não devemos complicar, por outro existe o lado que se descomplicares o complicado o resultado é sempre mais interessante; se não houver "problemas" para resolver, que piada tem? hmm.. deixo isto em aberto, mas sou do lado da criação da complexidade e da superior resolução que a torna "simples" (e acho que estaremos de acordo).

Por fim, a emoção - olhá-la e deixar cair uma lágrima. Vivê-la, experimentá-la.
Com isto tudo formar um package e chamar-lhe Arquitectura.

Quero com isto dizer que se tivesse na mítica escolinha, a primeira fase era a implantação com os "alinhamentos". Neste "método" traduz-se esse momento por "conceito", o tal "conceito" forte que se vai "agarrar" ao terreno. No fundo será essa a grande diferença do nosso método de ensino. Melhor ou pior não sei, mas que é divertido é, e que tive de fazer el cambio tive.

Para finalizar em grande, aqui vai a música da semana.
E para bom entendedor, meia palavra basta: We Are The Champions

domingo, 15 de maio de 2011

Weekly Reports #2

Boas,
Para esta semana deixo-vos um livro, um filme e uma música.
Deitei os olhos neste livro no outro dia: Utopia Forever da grande editora Gestalten. Óbvio que eu, sedento por livros novos cheios de imagens andei a cuscar, e a seu tempo será uma nova aquisição para a minha biblioteca.
Rapidamente este livro faz um compêndio de projectos utópicos de arquitectos, artistas ou "novos talentos", com exemplos importantes de uma mudança quase de cataclismo que radicalmente estrutura a vida no futuro. (este é também o meu post de resposta ao teu projecto tópico Mike). Os projectos e conceitos featured vão desde arquitectura, planeamento urbano urbanismo, que se expandem para além do estabelecido para potenciais visões criativas. Explora como Arquitectura+mobilidades+energia+logísticas de consumo e lixo se podem encontrar. Se quiserem um bocadinho mais de pormenor sobre o livro e alguns projectos vejam sigam este post.





Para terminar a apresentação deste livro tão internacional, valerá a pena ver o projecto português da Turbine City.


Aproveito também para dizer que esta mesma editora Gestalten - Exploring Visual Culture , tem um livro fabuloso Staging Space - Scenic Interiors and Spatial Experiences -, que na altura da minha tese acabei por encomendar. Confesso que foi pelo título e capa, sem saber bem o que tinha no interior. E qual não foi o meu espanto quando lá estava um projecto do Arqº Pedro Gadanho. Resumido, o livro apresenta "exhibition and event architecture, interior design, art installation, and stage design as well as multimedia brand concepts and light projects on city surfaces."






Próximo, e porque espero que este seja um blog cultural e não só de arquitectura, mostro o trailer do filme "Pina" que está em exibição e vi hoje. As críticas são muito boas e só pelo trailer (que pessoalmente é dos melhores apresentados este ano), acreditem, o filme é muito bom. O realizador Wim Wenders esperou pelo "3D" para poder fazer este documentário, em homenagem à coreógrafa alemã Pina Bausch, e a verdade é que o filme ganha muito com essa profundidade teatral na tela de cinema. Com cenas incrivelmente coreografadas, e lugares como o monorail suspenso "Wuppertal Schwebebahn" ou uma Glass House no meio da floresta, a própria "arquitectura cénica" transforma este filme numa experiência visual única.
Aqui fica o trailer de apresentação:





E por estarmos para aqui com danças, e numa vaga de vídeos em que até Thom Yorke transforma um "retarded" num génio elástico e hipnotizante, mostro o último vídeo dos REM -Uberlin, que num só take transforma o "caminhar" num desafiante encontro com os elementos urbanos e numa liberdade de expressão que resumidamente é "fazer o que se faz por puro prazer independentemente de quem está a ver".



I am flying on a star into a meteor tonight
I am flying on a star, star, star
I will make it through the day
And then the day becomes the night
I will make it through the night


e assim em despeço, até para a próxima semana

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Weekly Reports #1

Caros colegas,
convido-vos a deitarem uns olhos (críticos?) ao último projecto do Arqº Pedro Gadanho:
podem ver mais imagens aqui.



Confesso que achei o projecto super interessante e melhor que a casa Baltasar.
No fundo, e não querendo prolongar porque tenho de voltar ao trabalho, acho que ele faz um equilíbrio perfeito entre um "prazer estético" kitsch e um "valor" funcional, conceitos aparentemente antagónicos.
Apesar de isto ser uma arquitectura de interior, vai mais além do que pintar paredes e por tectos falsos. E num panorama em que a construção de arquitectura a grande escala se encontra em particular recessão (no nosso país), é interessante pensar nos caminhos que se podem seguir.


De seguida mostro um livro que encomendei recentemente: The BLDGBLOG Book, que reúne as visões, imagens, conceitos que o blog foi apresentando desde o lançamento em 2004



Chegou hoje. Digo-vos que para os aficcionados por estas "visões especulativas" e conceitos surpreendentes é um pequeno mimo.